16.9.13

Rock in Rio 2013 - cobertura sem ir

david guetta esmirilhou no eletrônico. depois dos anos 90, nunca imaginei que veria eletronico bombar tanto. acho que foi o melhor show so far.
digito com uma mao so.
muse tb foi ok, pelo menos as tres que sao de levantar a galere.
offspring me surpreendeu, n por ter sido assim inesquecivel, mas pq eu n esperava ver lá. tava indo tocar com a devils quando vi uma batera pegada e um gordinho de camisa dando o sangue pra fazer aquilo que o levou até ali.
agora com duas.

findi que vem vai ser assim:

slayer
iron maiden
metallica
daí GHOST (estou louco pela transmissão na globo: O GRUPO SUECO ENTOA CÂNTICOS SATÂNICOS LIDERADOS PELO PAPA EMERITUSII QUE RESPONDE À ENTREVISTA EM ITALIANO. EXCLUSIVO NO FANTASTICO

daí a7x

e daí
destruction com krisiun, helloween com gamma ray, mais viper (!!!) mais sepultura - que toca tb no principal - com zé ramalho.

tipo: maior festival de metal do brasil: rock in rio 2013, que mesmo com beyonce e dinho ouropreto, conseguiu manter alto padrão no cast. agradaram a gregos e troianos, e ao david guetta tb. rs


daí depois tem black sabbath totalmente inesperado e quase original e brutalmente histórico a essa altura do segundo tempo da vida do ozzy :D.

daí nile, pra quem se interessar. rs

e aí morreu

9.9.13

o paradoxo da alma feminina pós-moderna fragmentada in context

a mais pura das meninas
se inspira na vagaba
e a menina mais vadia
na amiga mais prendada
a espertinha, toda linda
lê tudo mas sabe nada
quando a outra é até feinha,
mas só lê se interessada
e quando conta o que leu
pro torpor da gurizada
vira outra, linda, amada
quista, nobre e invejada
deixa as as outras tudo em pranto
como dor de punhalada
porque elas querem tudo
ora fina, ora rodada
mas acabam lá no fundo
vivendo e não sendo nada.

7.9.13

pena acadêmica

eu ando sentindo pena acadêmica. não sequer saí de minha graduação, pra justificar minha jamais intenção de me posicionar acima de ninguém que pensa o que quiser - ou o que acha que quer. meu lugar é aqui onde estou, no lugar mais frio do rio, o meu quarto (e de caetano). do baixo de minha tristeza, me encontro novamente aqui, no também penoso esforço da escrita, da justaposição do pensamento, da prática filosófica informal. pra passar o tempo.

 elas se reunem e falam de feminismo, agora. feminismo, feminismo, feminismo, como uma camiseta dos ramones que a gente usa aos 13 pra se distanciar do machismo das roupas de surf dos nossos colegas playboys. e eu nunca desconsiderei nenhum deles, nem ramones nem feminismo. muito antes pelo contrário - foi a minha primeira camiseta preta, e o primeiro momento de minha vida em que vi que podia me engajar em algum tipo de prática que mudasse a minha vida. mas aí hoje, 12 anos depois, eu me vejo, lá atrás, sendo ridiculamente deslumbrado com algo que tanto, eu insistia, me representava.

sobre a linguagem empregada, vale sempre lembrar que a língua é uma ponte entre o ideal e o concreto, um meio, uma via, aliás de mão dupla, visto que modifica o que refere assim como a quem está a referir. o que eu ouço são acusações amplamente descontextualizadas. que os homens abusam de seu h maiúsculo, da perspectiva culturalmente dominadora de seu papel na sociedade, de sua majoritariedade nos espaços profissionais, de seus salários mais altos, do direito de trair, de suas imagens inquisidoras de verdades inventadas, de seus membros, enrijecidos ou não - quando tudo o que foi dito é que 5 meninas decididas a caminhar da castro alves à venâncio aires às 2h da manhã poderia ser perigoso.

 como camisetas dos ramones nas festas de ano novo. não tenho absolutamente nada contra as feministas, nem as dos anos 60/70, que forçaram uma desconstrução necessária que viria a pautar a pertinência de um debate francamente decisivo na atual conjuntura da nossa sociedade, nem as do bar (que no fim, felizmente, pegaram um táxi). a favor eu tenho sim, mas o que importa para os devidos fins (o deste texto) é que nunca subestimei qualquer mulher na minha vida. pelo menos não pelo fato de se tratar de uma mulher. de modo que, a rigor, minha parte eu sempre fiz. só que eu sinto pena acadêmica de pessoas que buscam projetar suas imagens através da prolixidade de um jargão depreendido de blogs como este. não é que eu me sinta ofendido, atingido ou desafiado. eu me sinto enfadado.