31.5.16

gimme grace

o que vc faz pra impressionar em prol de algo que realmente valha o regozijo do reconhecimento social

é o seu conhecimento em processo artesanal?
sua tragédia paternal?
sua narrativa imoral?

o que vc faz pra impressionar no caso, a si msm
n com tragédias
com graça

projetar e ficcionalizar uma persona idealizada é muito fácil, jéssica
eu quero ver vc
socada num quarto transbordando de si
pf duvido

24.5.16

n é a toa que nos anos 90 as pessoas eram fãs do marilyn manson

hj em dia nem isso tem

sim, estou cercado de ególatras, todos deslumbrados com as supostas infinitas possibilidades do eu, que não conseguem calar as suas bocas cheias de palavras escaravinhadas e conceitos desmiuçados porque são francamente viciadas no efeito que seus discursos (ocasionalmente) surtem (às vezes com merecido sucesso) nos (frequentemente tolerantes, quase sempre respeitosos, inconscientemente solidários à demonstração de carência e pedido de abraço) ouvidos dos interlocutores mais incautos.
puf puf
estou cercado de reacionários (me desculpe a palavra, não queria ser esquerda mas vamos combinar) que não se cansam de falar (sem ler/escutar/conversar nada disso antes). isso tem tantas facetas que chega a dar desgosto ter que dividir a vida com essas pessoas. eu fico imaginando um suposto ciclo de reacionários conversando, uns poucos numa biblioteca herdada por gerações de advogados que não leram aqueles livros (e disso cientes) influenciado por um cara que leu (muito refere-se a ele como vovô) e os deixou lá, a mercê da história e do que ela faria com eles: acabou na mão de crianças afetadas com a determinação com o progresso em detrimento de uma sobrehumana preguiça que lhes permitia pensar de uma maneira dicotômica viciosa e obsessiva: não trabalhar e ganhar dinheiro.
estou cercado por um mundo que acima de tudo vive uma crise de linguagem cujo pior efeito colateral é não saberem a hora de calarem [sic] a boca.
e mais
tocar fogo em porto alegre ou no resto do país
bradar os versos se o temer não cair, porto alegre vai ruir só vai destruir porto alegre, e aqueles caras [temer, cunha, calheiros (!), dirceu, os crentes, os donos de terras infinitas, os petrobrás (e olha, os pt se pá ficam hein, voltamos a isso logo mais)], como qualquer um de nós, vão pegar toda a grana que der e vão cair fora. ou eles vão ficar esperando as bombas dentro do planalto? vc mexe nas leis garante um beneficiozinho e tchauzinho que eue n quero ir pra cadeia*.
assim como se qualquer um de nós tivesse a intenção de fugir da cadeia mudaria inclusive as leis, se esse poder detivesse. eu mudaria umas leis se eu pudesse.
meu, sísifo. o brasil é a pedra que os políticos tem que rolar até o topo da montanha apenas para vê-la despencar: em uma república de proporções continentais, onde mais de 50% da população é negra e ninguém a vê nos setores de intersecção social de classes A-B (geopontos, como bairros comerciais e noturnos), com língua única em toda porção continental (cercado de países que compartilham a língua, mas não dialogam, e muito menos com o brasil): NINGUÉM DEIXA ELES CURTIREM ESSE PRIVILÉGIO QUE DEUS LHES CONCEDEU: UMA VIAGEM COM TUDO PAGO NUM PARQUE TEMÁTICO NO MELHOR ESTILO DISNEYLÂNDIA CHAMADO PLANETA TERRA.
e mesmo n precisando fugir da cadeia, se eu pudesse mudar umas leis eu mudava (vc tb, todo mundo).
de modo que o seguinte: os caras que estão no poder do brasil estão CAGANDO para o brasil,
pra você, pra mim, pra sua terra (a menos que vc tenha mta, que possa gerar mta pra que vc renda mto pra eles fazerem mais grana pra comer em restaurantes mais exóticos e usar panos mais raros e jóias mais brilhantes e conhecer lugares inóspitos enfim LIVE THE REAL THING CALLED BEING ON EARTH FULL TIME.), pro já referido vovô, entusiasta de sinfonias épicas que de alguma forma se percebeu admirado (ver desambig. ) pela orquestração do destino de toda uma população politico-geográfica num quinto de terra dum planeta solitário no meio do tudo-nada que experienciamos com hora pra acabar (sabemos que morremos, só n sabemos quando) em prol do benefício próprio.


um mundo em que até o marilyn manson ficou normal

PS.: desculpa eu sei que passaram 10 anos e eu continuo digitando como um mano mas meu.

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*entitulada a cadeia, poesia de um político brasileiro de terno italiano ($7800, cifragem em dólar), carro americano ($192000), mansão em malibu ($590000)  punta ($190000) cana (@$!$!$!$) ape discreto mas alto em miami ('mas essas residências aí estão muito baratas', me redargue o incauto, 'mansao em malibu n é menos q ~preço exorbitante~', sempre achando que o mundo é uma reviria, incorreto ao esquecer que essas pessoas - os golpistas - são indivíduos como eu e você: que se tivessem trilhões não iam comprar o triplex de malibu, mas sim o bangalô, mobília típica local (e não dinamarquesa) e outros atos que, a luz de trilhões, acabam soando mais econômicas), neto do homem que ajudou a fundar sua distante cidade natal a base de muito suor, algum intelecto (afinal, até um trilhão pode um dia acabar) e uma biblioteca inteira, hoje abandonada à sorte de jovens adultos com espelhos imensos em casas, conscientes de seus corpos, de suas belezas, de seus recursos de afeição e quem sabe um pouco de manutenção do poder.

a cadeia
a cadeia é abjeta









6.5.16

UPDATE MTO IMPORTANTE

chave quebrou
super
uns artigo
uns gato
uns livro
uns frio
umas preguiça
uns golpe
uns teto