27.12.13

enquanto houver prazo

serei breve.
são quase 7, minha apresentação é às 10 no vale e não terminei o power point ainda.
ontem estava muito calor e não fiz nada.
mal lembrava do que eu tinha escrito no trabalho.
comecei mesmo às 11 da noite.
me confundi todo.
fiquei até às 3.
fui dormir pra acordar às 6.
esse foi meu despertador.
ouvi 3x seguidas
agora deu uma fluidinha.
se pá vai dar pra dar um nó.
e tirar um B.
acho que é isso.


26.12.13

calor

calor né pessoal? eu tô.
mas podia ser pior: eu poderia estar falando de calor no facebook e você poderia estar sendo forçado a ler sobre minha sensação térmica. como não postei, você não está lendo nada.
existe aquela teoria de que o brasil n vai pra frente pq é muito quente, e que outros países igualmente quentes também não incentivam suas gentes a ir pra frente. n sei se é particularidade do ocidente, nem sei se tem país quente no oriente.
enfim.
talvez isso seja verdade.
acaba privilegiando somente quem tem ar-condicionado, que por si só já é um privilégio de classe.
não? n sei, desculpa, tá calor, é simples de entender. estou tentando escrever slides, mas estou derretendo.
só de pensar que amanhã, caso esteja assim tão quente, eu não terei que fazer NADA a respeito do meu tcc NUNCA MAIS exceto o que me mandarem pra versão que vai pro banco de nunca lidos tccs da ufrgs, eu chego até a sentir menos calor.
mas aí passa, pq n terminei ainda.
quero ver qual vai ser a pauta desse blog quando n for mais natal (já n é) e eu n tiver mais que escrever  meu tcc (meio que já n tenho)

até lá feliz natau

realité

now lets get back to our realité amanhã eu tenho que começar e terminar o power point da minha apresentação suponho que sejam 10 minutos são 5 capítulos o que dá uns 2 minutos pra cada tópico amanhã é dia da última ritalina não-recreativa assisti brosson. do mesmo diretor de drive. não chega à metade em roteiro, e é um pouco surreal pra um filme baseado em fatos reais. mas sequer lembro o último filme que vi. aquele argentino que se passa na universidade de direito de buenos aires, talvez. nem lembro o nome. que foi bom até a penultima cena. eu não tenho o menor critério pra achar um filme bom. tentarei novamente ano que vem. hoje fracassei em instalar coisas no meu computador, dessa vez coisas de gravação. preciso melhorar nisso. não aguento tomar pau pra computador. pelo menos estou relativamente bem, apesar de minha cozinha parecer ter sido devastada por subhumanos esfomeados. ainda não botei a lâmpada no banheiro. por enquanto só deixo os fatos, a reflexoa é com vc vc vc vc vc feliz natal todo dia é natal

---

bronson é dirigido pelo mesmo cara que fez drive, esse sim, genial.
nada a ver com tese sobre um suicídio, o tal argentino ao qual me referi.

sempre esqueço que n dá pra escrever em html pq esqueço dos enter.
mas n é como se eu fosse arrumar.
o dia virou. preciso trabalhar.
go go liberdade.
só falta eu ser aprovado daí.

25.12.13

é natal :D

sério o lance do jogo saint seiya online tipo realização de um sonho só que eu nunca joguei online. baixei aqui assim depois de uma insistência mental de uma nostalgia brutal de vencer o mal com os cavaleiros. e também do meu sobrinho de 9 anos, que é fanático por cavaleiros, o que pra mim é um teto, já que eu também som, e ambos pelo mesmo motivo: as armaduras, e os bonecos com armaduras. enfim. daí era tudo em chinês. tudo. desde o site onde eu tive que criar um login tenso até a tela inicial do jogo de 6,2 gb. é um arquivo em chinês. tudo em chinês. do site ao jogo. e um jogo dos cavaleiros não é um jogo do batman. é um jogo dos cavaleiros. eu ficava clicando em tudo pra ver se rolava um game mas não. assisti tutoriais de caras que estariam instalando e iriam estar clicando até que eu cliquei num negócio e meu monitor desligou, e eu dormi 4 horas seguidas e acordei perturbadíssimo tenso, mexi nuns cabos e me liguei que eu acabei chutando um deles, mas tenso igual. hahaha sempre temo softwares que queimem os periféricos e atinjam o usuários ok flw - esse ano rolou fazer som como ha muito. nao consigo lembrar o nome da minha primeira banda, mas era tensa, 2001 metal creator, 2003 daí em poa eject/ignatus, 2003-2004 flaming first/flaming heart, 2004 - 2006 route 69, 2007 devils, 2007 - 2013 this is it, 2012 comuera, 2013 e a grandiosa summer rust and the brunation hohoho, 2014! - esse ano toquei na casa de cultura com a comuera. foi bonito. tocamos the xx, belle and sebastian, kings of convenience, raveonettes, delays, caetano e nossas canções no entremeio. foi divertido. também toquei em santa catarina com a devils. foi cansativo, mas foi divertido. toquei no motoclube dos mutantes. foi massa. e acho que foi só isso. talvez um luau na praia no ano novo, se tudo der certo. - comecei esse post ontem mas terminei agora de manhã. é natal! vim pra escrever um post novo, mas aí esse tava pela metade e fiquei com pena de botar fora. pensei em engordar esse post com links para os eventos acima referidos, mas naaaaaaaaaah. estou ouvindo o I'm Wide Awake This Morning, do Bright Eyes, que é um disco lindo e cheio de amor e um tanto sofrido como o natal. aí teve os fogos e eu voltei pra casa porque fiquei com pena da minha gata por causa dos fogos de artifício. no fim me arrependi. não tem nada pra comer além de pão com margarina e café com leite, não tem nada aberto. de modo que, no dia do nascimento de jesus, terei um desjejum humilde como manda o espírito do natal. feliz natal

24.12.13

FILIS ZATAL

oi,
ano passado desperdicei meu post de natal tentando ser legal no facebook.
esse ano serei legal comigo mesmo e com você.
música pra alegrar, ou deprimir, o seu natal, here we go.
infelizmente não fiz a playlist num programa de fazer playlist, o que quer dizer que você não vai ouvir essas canções maravilhosas com guizos.
mas foda-se.



See that people smile when you're near
If they don't like you screw them
Don't leave your fortune to them





All the lights are coming down, now
How I wish that it could snow, now (SÓ QUE NUNCA)
I don't feel like going home, now
I wish that I could stay (exceto pelo fato de que tá 39 graus dentro do meu apartamento)


The streets are bathed in the anemic glow (viamão)
(...)
I’m gonna need a ride home (eu, hoje) catatônico de calor. ainda tenho que montar meu power point. minha defesa é sexta. estou nervoso, principalmente pq ainda não fiz meu powerpoint. no entanto, hoje passei um bom pedaço da tarde (30 minutos) tentando instalar um jogo online em chinês. resultado: exatamente o que eu temia fazer: meu monitor parou de funcionar (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) voltou, já. na real eu chutei alguma coisa. natal é foda. presentes são foda. era pra ser divertido? eu me vendo total pra linha coca-cola de pensamento natalino. mas não dá. tá cada vez pior. o resquício de nostalgia natalina me põe mais e mais pra baixo a cada vez que penso a respeito. preciso tomar banho, minha carona tá vindo. ontem coloquei luzes no meu apartamento. ficou excelente. tomara que minha gata não devore. claro que natal quando se é criança é uma enxurrada de especiais em todos os canais que já não se assiste quando se é adulto. é uma expectativa muito maior para os presentes. e o resto é balela. agora somos só balela e culpa. um dia farei um post animado no natal. feliz natal.

20.12.13

novela do dia

comer (O QUE?)
re-imprimir (POR CAUSA DE UM ENTER)
entregar (AONDE?)

ao filho desolador

temos um ano a nossas costas
vir, virar e ver
não são feitas de respostas nossas lâminas opostas ao que viu e ao que vier

de todo um feito
talvez eu troque de lugar, ou faça um segundo, quarto blog
é uma plataforms novinha que vi que é só o texto e só
é bem bonito

esse ano eu escrevi um tcc
ele se chama nononono nonononn: nononononn on onono nonononon nonon onnono
o fim

esse ano li o ensaio sobre a cegueira, e acho que foi tudo? e everything is illuminated 40x,
li teoria de metaficção ás ganha
patricia waugh, linda hutcheon (narssississtic literature é genial), calvino (finalmente usei o levels of reality in literature) e o gustavo bernardo da ufrj que se pilha muito nas metaficção

meus olhos doem muito, estão secos, embaçados e caídos

ano novo é ano de copa do mundo no país do futebol e o país está contidamente revoltado
vamos a uma retrospectiva

o povo enlouqueceu com o tatu, que era da copa e da coca, e estava num espaço público
polícia reprimiu
a passagem aumentou
a população se botou
a polícia reprimiu
a população se botou mais ainda e o tatu furado se desfez numa nuvem de gás lacrimogêneo
a passagem baixou
a população entrou numa vibe celebrar a conquista por protestos com protestos
a polícia reprimiu
a população foi taxada de ignorante, se manifestando por múltiplas causas, disseram que isso é coisa da direita, que o regime militar também não era a favor de nada
as manifestações começaram a reduzir em frequencia
nisso porto alegre aparece visivelmente afundada em obras urbanas (mil estradas e pontes e beira rio)
as pessoas despilharam de se manifestar
holanda, coréia, argentina, nigéria? vão jogar em porto alegre em 2014
as pessoas estão fazendo eventos em espaços públicos.

balanço geral: vai ter copa, e o anticopismo das manifestações, que foi alvo das críticas - como foi a corrupção e outras justificativas 'abstratas' - de quem acha que manifestações tem q foi uma parte necessária frente a um destino inexorável: a copa viria, virá e, no fim do ano que vem, terá vindo.
MAS as pessoas estão ocupando, à noite
largo vivo, que n entendi ainda se é o tutti
gasômetro nas quadras
redenção à noite
o que é muito afudê.
tá rolando uma ciclovia lá pela independência, na barros cassal

a crítica: não é bem planejado, vide churrasqueira na ipiranga
a oposição: cria-se espaço para replanejamento
a educação: o erro também é aprendizado
a história: o caminho natural é a naturalização da vontade social. querem ciclovias melhores, elas virão.
a religião: o papa veio no brasil?

eu acho que ano que vem vai ser muito afudê
vai rolar muita treta com a copa do mundo
vai rolar uns gás

e acho que saber disso deveria alertar as pessoas pra não cometer os mesmos erros desse ano.
não adianta se manifestar: tem que matar, sequestrar e botar um nível íntimo de pressão no poder.
e ainda assim com a consciência de que a tomada do poder também vira poder.

acho que intervenções sociais deveriam ser o guia metodológico de diálogo com o poder.
a galera ocupa uns bagulho, oficializa a intenção, manda pro órgão competente e ocupa os bagulho de novo
um ritual

esse ano foi massa porque dei aula pra vários alunos de faculdade.
dei aula na ufrgs.
dei aula pra doutorandos.

nessa época dos protestos, trocava uma idéia com todos.
era genial porque vários protestos estavam rolando em vários lugares diferentes.

abandonar o facebook é uma possibilidade
trocar o blog de lugar ou criar um novo é uma possibilidade
dar um shift fodido na minha vida é uma possibilidade

feliz natal




16.12.13

freedom is there for those who care

n sei se o maltrato do pago
já virou caminho
minha urgência implacável
agora é lisura de espírito

6.12.13

eu trago as palavras

e quando o cigarro acaba, as palavras também

3.12.13

brief

hear these words I say:
make the most out of your day
for brief is the light and brief is the time that
we'll have to stay.

terminei coisa nenhuma. 3 de dezembro and counting.

1.12.13

de ontem

voltei pra dizer que voltei

quero acreditar que estou conseguindo me endereçar ao fim do meu trabalho.
quero poder escrever assim

tô quase acabando meu tcc

por que não consigo dizer isso?

muito estranho

estou quase terminando meu tcc
só que não

estou quase ter

what a good night to post smtg

afinal trata-se apenas da noite anterior ao prazo final do término do meu tcc inconcluso,
precisava registrar aqui a minha virtuosa procrastinação
eu já tenho uma definição de objeto fundamental (n direi o nome pq WHO CARES)
eu já tenho 2/3 de análise da obra
eu já sei de onde tirar a contextualização do autor (de modo que não fiz ainda)
e eu tenho um fluxuograma da minha análise final que não faz o menor sentido
de modo que tudo vai bem no meu sophomore
eu nem estou tão exaurido assim, posso aguentar mais um pouco
tem muito pornô na internet a ser criticamente avaliado
tem muito disco a ser baixado, apreciado e deletado
tem muito post pra curtir
tem muito gif pra ver e rir
tem muita foto pra ridicularizar
tem muito mate pra tomar
tem muita gente pra falar
tem um mundo a se saber

liguei pro meu pai, ele estava chateado, me mandou eu terminar essa bosta e ser feliz de uma vez
ai papai, não fique assim, sabe
eu também não serei feliz
e olha o lado bom
eu nem cheguei a me iludir

essa semana faz um ano que me mudei, eu acho,
mesmo clima do ano passado - correndo atrás da maneira mais apropriada de explicar um fenômeno metaficcional
ops falei

nem sei por que gosto tando disso

queria que esse poste saísse em html
um dia aprenderei

é que é tão incrível
você acha que tem absoluto controle da história que lê
e de repente seu referencial de verdade/ficção se perde abruptamente
e tudo o que você tinha lido até então
é relegado a um status mais mentiroso do que antes
você já sabia que era mentira
mas mesmo assim você se sente enganado
pq pq pq pq pq pq pq
se eu responder isso já me basto na vida
mas não no tcc

pandora derrubou uma moeda
tomei um susto

uma moeda
um susto

qual o nível desse silêncio que uma moeda me assusta?

qual o nível dessa ficção que de repente parece mentira?

-

o problema, meu filho, não é o que é narrado
mas sim quem narra
o conflito jaz misterioso
na voz do narrador

-

em 1), o narrador narra bonito a vida da família dele
em 2), outro narrador

-

o problema já está aí de cara
mais uma vez

-

em 1), um narrador narra bonito a história do seu povinho e vai mandando o que escreve pro segundo narrador (de 2))
em 2), outro narrador narra bonito o encontro com o primeiro e vai mandando o que escreve pro (1))
em 3), o narrador em *2)* manda cartas

-

tá tudo errado
mas a ritalina ainda tá pegando
o único problema é a fome
tem a tele do papa léguas
e tb do pampa burger
tem até coca na geladeira
-

acho que a mulher que ta me cadastrando n acredita que meu nome é sério

-

na verdade ela nao sabia soletrar meu endereço
washington
eu tb não sei às vezes

-

vamos lá

-

só consigo pensar no lobisomem do arvoredo

-

o livro discute a memória do holocausto no presente. pra isso, o autor lança mão (quem é que usa lança mão?) de dois narradores, A e B, que apresentam uma série de características em comum: ambos tem a mesma idade, ambos são narradores (!!!), ambos tem uma linhagem masculina composta por homens que levavam o mesmo nome, ambos tem um avô com um passado tenso em relação ao holocausto. essa foi uma maneira que o narrador encontrou para narrar problematizar a narração do holocausto sob o olhar dos dois lados da moeda - o do judeu A e o do gentil B. narrar talvez tenha sido sua primeira investida, mas aí não deu, e creio que tenha sido aí que o livro tenha virado uma mímese de processo, e não mais de produto, ou seja, uma reprodução do conflituoso processo de se narrar a história a que se propõe, ao invés de uma reprodução de uma história em si.



na cronologia:
primeiro eles viajam, 3 de julho de 97.
na viagem, A vai em busca de suas raízes num lugar obsoleto na Ucrânia que foi dizimado pelos nazistas e de onde seu avô foi um dos únicos a sobreviver. uma vítima.
A é um 'escritor' americano que pretende escrever algo a respeito do tal lugar obsoleto.

B é seu tradutor e seu avô é o motorista. lá, eles descobrem que o vô de B mandou um judeu pro fogo pra salvar sua própria família. um culpado.
B é um piá pobre com um pai bêbado e um avô louco que diz que é cego num país pós-soviético corrupto fodido que, deslumbrado com novidade da situação, acaba vendo em A um modelo de sucesso e nos eua uma salvação.

daí eles voltam pra casa.

aparentemente, fica acertado que A e B iam começar a escrever cada um um livro relacionado com alguma coisa da viagem.
esse momento do acerto não é descrito no livro, mas inferido pelo leitor, no caso eu.


daíííí o livro começa.
o livro abre com o primeiro capítulo do livro de B, escrito num suposto ingês-ucraniano tenso, que visa contar os eventos da viagem, sob supervisão de A. o capítulo contém metacomentários endereçados a A.
daí A manda dois capítulos, decerto junto com uma carta, mas que não aparece no livro, assim como nenhuma das outras.
daí B manda uma carta comentando os capítulos de A, os seus próprios, a relação conflituosa com o pai, e mais um capítulo.
daí A manda mais 3 capítulos.
daí B manda outra carta e mais um capítulo.
daí A manda mais 3 capítulos.
daí B manda outra carta e mais um capítulo.
daí A manda mais 1 capítulo.
daí B manda outra carta e mais um capítulo.
daí A manda mais 3 capítulos.
daí B manda outra carta e mais um capítulo.
daí A manda mais 1 capítulo.
daí B manda outra carta e mais um capítulo.
daí A manda mais 1 capítulo.
daí B manda outra carta e mais um capítulo.
daí A manda mais 4 capítulos.
daí B manda a última carta.

e o livro acaba.

o montante que compõe o livro fica assim:

8 capítulos de B
8 cartas de B
18 capítulos de A


-
meu pampa burger levou 1 hora pra chegar e 5 minutos pra ser devorado

-
ok, amanhã eu juro que volto
n tenho escolha

3.11.13

fim de finados

isso e nada mais

A dreaded sunny day
 So I meet you at the cemetery gates
Keats and Yeats are on your side
A dreaded sunny day
So I meet you at the cemetery gates
Keats and Yeats are on your side
While Wilde is on mine

 So we go inside and we gravely read the stones
All those people all those lives
Where are they now?
With the loves and hates
And passions just like mine
They were born
And then they lived and then they died
Seems so unfair And
I want to cry

 You say: "ere thrice the sun done salutation to the dawn"
And you claim these words as your own
But I've read well, and I've heard them said
A hundred times, maybe less, maybe more

If you must write prose and poems
The words you use should be your own
Don't plagiarise or take "on loans"
There's always someone, somewhere
With a big nose, who knows
And who trips you up and laughs
When you fall
Who'll trip you up and laugh
When you fall

You say: "ere long done do does did"
Words which could only be your own
And then you then produce the text
From whence was ripped some dizzy whore, 1804

A dreaded sunny day
So let's go where we're happy And I meet you at the cemetery gates
Oh Keats and Yeats are on your side
 A dreaded sunny day
So let's go where we're wanted
And I meet you at the cemetery gates
Keats and Yeats are on your side
But you lose because Wilde is on mine


16.9.13

Rock in Rio 2013 - cobertura sem ir

david guetta esmirilhou no eletrônico. depois dos anos 90, nunca imaginei que veria eletronico bombar tanto. acho que foi o melhor show so far.
digito com uma mao so.
muse tb foi ok, pelo menos as tres que sao de levantar a galere.
offspring me surpreendeu, n por ter sido assim inesquecivel, mas pq eu n esperava ver lá. tava indo tocar com a devils quando vi uma batera pegada e um gordinho de camisa dando o sangue pra fazer aquilo que o levou até ali.
agora com duas.

findi que vem vai ser assim:

slayer
iron maiden
metallica
daí GHOST (estou louco pela transmissão na globo: O GRUPO SUECO ENTOA CÂNTICOS SATÂNICOS LIDERADOS PELO PAPA EMERITUSII QUE RESPONDE À ENTREVISTA EM ITALIANO. EXCLUSIVO NO FANTASTICO

daí a7x

e daí
destruction com krisiun, helloween com gamma ray, mais viper (!!!) mais sepultura - que toca tb no principal - com zé ramalho.

tipo: maior festival de metal do brasil: rock in rio 2013, que mesmo com beyonce e dinho ouropreto, conseguiu manter alto padrão no cast. agradaram a gregos e troianos, e ao david guetta tb. rs


daí depois tem black sabbath totalmente inesperado e quase original e brutalmente histórico a essa altura do segundo tempo da vida do ozzy :D.

daí nile, pra quem se interessar. rs

e aí morreu

9.9.13

o paradoxo da alma feminina pós-moderna fragmentada in context

a mais pura das meninas
se inspira na vagaba
e a menina mais vadia
na amiga mais prendada
a espertinha, toda linda
lê tudo mas sabe nada
quando a outra é até feinha,
mas só lê se interessada
e quando conta o que leu
pro torpor da gurizada
vira outra, linda, amada
quista, nobre e invejada
deixa as as outras tudo em pranto
como dor de punhalada
porque elas querem tudo
ora fina, ora rodada
mas acabam lá no fundo
vivendo e não sendo nada.

7.9.13

pena acadêmica

eu ando sentindo pena acadêmica. não sequer saí de minha graduação, pra justificar minha jamais intenção de me posicionar acima de ninguém que pensa o que quiser - ou o que acha que quer. meu lugar é aqui onde estou, no lugar mais frio do rio, o meu quarto (e de caetano). do baixo de minha tristeza, me encontro novamente aqui, no também penoso esforço da escrita, da justaposição do pensamento, da prática filosófica informal. pra passar o tempo.

 elas se reunem e falam de feminismo, agora. feminismo, feminismo, feminismo, como uma camiseta dos ramones que a gente usa aos 13 pra se distanciar do machismo das roupas de surf dos nossos colegas playboys. e eu nunca desconsiderei nenhum deles, nem ramones nem feminismo. muito antes pelo contrário - foi a minha primeira camiseta preta, e o primeiro momento de minha vida em que vi que podia me engajar em algum tipo de prática que mudasse a minha vida. mas aí hoje, 12 anos depois, eu me vejo, lá atrás, sendo ridiculamente deslumbrado com algo que tanto, eu insistia, me representava.

sobre a linguagem empregada, vale sempre lembrar que a língua é uma ponte entre o ideal e o concreto, um meio, uma via, aliás de mão dupla, visto que modifica o que refere assim como a quem está a referir. o que eu ouço são acusações amplamente descontextualizadas. que os homens abusam de seu h maiúsculo, da perspectiva culturalmente dominadora de seu papel na sociedade, de sua majoritariedade nos espaços profissionais, de seus salários mais altos, do direito de trair, de suas imagens inquisidoras de verdades inventadas, de seus membros, enrijecidos ou não - quando tudo o que foi dito é que 5 meninas decididas a caminhar da castro alves à venâncio aires às 2h da manhã poderia ser perigoso.

 como camisetas dos ramones nas festas de ano novo. não tenho absolutamente nada contra as feministas, nem as dos anos 60/70, que forçaram uma desconstrução necessária que viria a pautar a pertinência de um debate francamente decisivo na atual conjuntura da nossa sociedade, nem as do bar (que no fim, felizmente, pegaram um táxi). a favor eu tenho sim, mas o que importa para os devidos fins (o deste texto) é que nunca subestimei qualquer mulher na minha vida. pelo menos não pelo fato de se tratar de uma mulher. de modo que, a rigor, minha parte eu sempre fiz. só que eu sinto pena acadêmica de pessoas que buscam projetar suas imagens através da prolixidade de um jargão depreendido de blogs como este. não é que eu me sinta ofendido, atingido ou desafiado. eu me sinto enfadado.

14.8.13

vou beber a tempestade

ouça um bom conselho, eu lhe dou de graça, inútil dormir que a dor não passa.

1.8.13

oi, desgosto

julho podia ser igual ano bissexto: de 4 em 4 anos e, quando vem, só é lembrado por um dia. ainda bem que acabou. tenho um tcc pra fazer. é chegado o momento mais adiado da minha vida acadêmica. call me weak, mas não estou nem um pouco afim de começar a escrever. *** acabo de sair do cinema. vi 'antes da meia noite'. todas as referências aos dois primeiros são lindas e compensam o final francamente palha. mas foi bom entrar num cinema de novo, foi bom lembrar da utopia de um casal que conversa sobre tudo e qualquer coisa num lugar paradisíaco como se a vida fosse fácil e leve mesmo com o chilique final de Celine, e foi palha não ter legendas pros diálogos em francês. ainda assim, vale a pena. desconfio que todos que viram os filmes anteriores tenham uma história trágica de amor da qual eles fizeram parte. *** ser professor em período de férias SUCKS ASS FOREVER. *** agosto é um mês excelente pra se escutar Pale Sunday. *** acho que july delpy é a atriz que mais assisti na vida, e sem querer. the countess before sunset before sunrise before midnight home bleu

30.5.13

clipes com tinta

Que eu achei o novo disco do Suede uma delicinha de comer de colher, isso não deve ser novidade pra ninguém. Mas a banda investiu num videoclipe belíssimo, que acabou de sair, para o segundo single, Hit Me, uma música tipicamente Suede-novo, só que das boas (diferente de Snowblind, que é uma linha mais Suede velho, também das boas). O clipe de Hit Me saiu agora. Quando eu abri, tinha 301 execuções. Apesar da simplicidade do plot, o clipe explora uma temática muito cara a mim - a violação do patrimônio público, especialmente daquele que é elitizado e protegido da classe burra, fedorenta e filistéia - a arte. Ou seja, nesse clipe eles fazem exatamente o que eu gostaria de fazer: patifar no museu. E aproveitando a oportunidade, vou postar um outro clipe com tintas que dificilmente teria motivo pra compartilhar, mas que ilustra uma canção lindíssima com um vídeo muito legal. Feliz Corpus Christi. Se você lembra de algum clipe bom com tintas, diz aí. Mas bom.

12.5.13

foda-se a oposição

e aqui está uma belíssima junção entre ótima banda, ótima canção e ótima convidada.

10.5.13

If I stay here,

trouble will find me. The National mantém o alto nível no simguel, mas será que o disquinho faz jus?

7.5.13

nononnon

nonononononon no onon onon ono nononono nono non o onononon onononon onono nonononononnononononononon. Turma da Mônica: sdds. Com o adendo: eu não lia. Mas curtia o Horácio. Tem um monte de coisa rolando. Minha banda de metal lançou um simguel, que vc pode resistir aqui: http://www.youtube.com/watch?v=l980apC-pjo O que eu achei? que a bateria ficou alta demais. Sou eu quem toco a bateria, e tá longe de representar minha real relevância. Tem coisas acontecendo que doem, mas pelo menos propiciam um reconciliamento com meu velho (e bom!) eu. Meanwhile, sigo sendo o único a compreender cada segundo das belíssimas canções dos Magnetic Fields. Tanto assim que vou fazer um top1. Papa was a Rodeo Eu queria que esse ano acabasse logo. Nem terminei de ver Californication. Mas as coisas ESTÃO MUDANDO. Tenho fé. Ingresso do Black Sabbath VIP a SEICENTOS REAIS? Mas essa é a coisa mais PATÉTICA QUE JÁ OUVI NA MINHA VIDA. Queria tanto. Já chega, nem deveria estar acordado.

31.3.13

a x b

olá.

a é professora dedicada ao ensino de ensino de língua. b é acadêmica em fim de mestrado.

a disse 'pq o mais importante é o contexto! n adianta mandar o aluninho sentar e contar como foram suas férias. write a paragraph sobre suas férias. o que vcs acham que um aluno comum, que não pertence à privilegiada classe em que os pais são economicamente bem-sucedidos o suficiente pra mandar os filhos pra um lugar legal o suficiente a ponto deles terem vontade de sair contando? last vacation I went to disney, the girl in pluto's turned out to be a girl. I fucked pluto in the animal kingdom.  pensem vcs. se coloquem [sic] no lugar deles. aonde vcs foram nas últimas férias de vcs?'

eu fiquei preso em porto alegre, valeu sora. dei uma banda de 12h em imbé, fui (fomos) expulso(s) duma casa por beber(mos) demais, dormi no banco de trás dum carro, um brigadiano me chamou de putão com o dedo na minha cara e saí na porrada com um amigo na beira da praia. descobri, afinal, que apesar do meu amor por coco, a fruta não combina com álcool. dormi de lentes.
não vale uma linha, e valia menos ainda quando eu tava na escola. 'fui pra praia, nem bom nem ruim, apenas igual', x12 anos seguidos. as férias dos meus alunos devem ser ainda mais insípidas, tadinhos.

gênero: 'redação', diz a professora, 'é uma forma de texto exclusivamente escolar. em que momento da vida de vcs vcs escrevem uma redaçao?', e é vero. 'quando vcs usam a língua escrita?' bilhete pra mãe, e-mail. 'isso é gênero. cada gênero tem uma linguagem. redação não é gênero funcional. é uma abstração. é inútil. ok NAILD.

contexto: 'ok, então vcs tem um contexto. escreva um e-mail sobre suas férias. isso é um contexto? pra quem é esse e-mail? pra mãe? jura que vcs n falariam pessoalmente'. eu falaria. 'como tornar esse e-mail uma coisa verossímil?' só mina na sala. 'tem que decidir pra quem é', diz uma. 'claro! cada pessoa sugere um contexto. vamos supor... um ex namorado. escrever um e-mail pra um ex namorado. ainda não tem contexto, mas tem um interlocutor plausível: pra que vc escreve pra um ex namorado?' pra pegá-lo de volta, supus silencioso. 'pra deixar ele [sick] com ciúmes'. 'bueno então contexto. escreva um e-mail pra um ex visando deixa-lo com ciúmes'.

last vacation I went to the beach. I met to gorgeous sweet boys who taught me how to surf. voi-la, um contexto. :D


AHORA

b tava aqui e disse 'fiz um acknowledgement. lê aí'. com o papo de a na cabeça, comecei. "when I first started reading ulysses..." antes de terminar a frase, perguntei - quem é o interlocutor? ela nem pensou - eu mesma. era o texto de agradecimento da dissertação dela. prossegui sem dar muita importância, mas na real minha vida mudou ali. tive uma catárse. quando roubaram meu pequeno moleskão, vide último post, lamentei a perda, especialmente pelo tom confessional dos escritos, em que eu constantemente questionava pra quem o texto se dirigia. na verdade, posso garantir que nos últimos 5 anos, todos os meus textos estiveram permeados por esta dúvida, o que me impedia de desenvolver as idéias neles objetivadas. faltou essa amiga voltar no tempo e me dizer relaxa que o interlocutor é tu mesmo. please yourself.
agora pouco, no sétimo episódio de californication, becca resolveu virar escritora e entrega o manuscrito ao hank, que diz "good or bad, it's fore sure a great accomplishment", ao que redargue a menina: "what makes you assume it's bad?". ele rebate dizendo "spoken like a true writer", e essas peças se juntaram, porque por mais que o hank moody seja uma adaptação de um escritor em LA clichê bloqueado e tomado de problemas, ele sobretudo retoma chavões literários como esse, que não deixam de fazer sentido. se um escritor escreve pra si mesmo, ele não consegue enxergar o que produziu como ruim - desde que ele não esqueça de que está escrevendo pra si mesmo.

feliz páscoa, acho que volto.

4.2.13

update

enquanto este blog morria, o pulp voltou.
 e o suede tb.
 
 nesse meio tempo, me mudei pra porto alegre, fui fodidamente roubado na rua e passei a dedicar boa parte do meu tempo livre tentando manusear softwares simples de gravação - dos quais tenho apanhado severamente. ainda não descobri o que faz um compressor. a vida é bela na capital. moro ao lado do porto (mas não o visitei uma vez sequer), tenho minha própria cuia e meus vizinhos me odeiam - me perseguem com ameaças de multa absolutamente todo final de semana. estou em vias de tirar do papel uma série de parcerias musicais com grandes e talentosíssimos amigos (que provavelmente serão finalizadas, engavetadas e esquecidas pelo resto da eternidade, ainda que, em última instância, finalmente realizadas). o que tem me impedido, contudo, é que basicamente a tecla mais usada do meu teclado está falhando. é o segundo lá. boa parte do meu repertório é em lá m ou usa muito esse lá. no roubo, levaram meu cícero - o moleskine do brasileiro classe baixa. tinha nele uma poesia de mais de 30 páginas (de cícero, ou seja, do tamanho da palma da sua mão). aposto que o ladrão nem leu. atingi um quarto de século (fora de casa!!), conheci a cidade maravilhosa (e achei, de fato, maravilhosa), estou a um TCC e um estágio de me apossar de um diploma e não tenho a menor idéia do que vai acontecer com a minha vida depois disso. estou aberto a sugestões. perdi pulp, suede e best coast (que é uma banda 87% boa, bastante se considerarmos a sua situação no mundo). mas vi o kiss, minha primeira banda favorita de todos os tempos e, ultimamente, a única. montei um blog de metal (que também vive mais morto do que vivo) e tenho menos a dizer do que você tem a se interessar. e adeus chega