24.5.16

n é a toa que nos anos 90 as pessoas eram fãs do marilyn manson

hj em dia nem isso tem

sim, estou cercado de ególatras, todos deslumbrados com as supostas infinitas possibilidades do eu, que não conseguem calar as suas bocas cheias de palavras escaravinhadas e conceitos desmiuçados porque são francamente viciadas no efeito que seus discursos (ocasionalmente) surtem (às vezes com merecido sucesso) nos (frequentemente tolerantes, quase sempre respeitosos, inconscientemente solidários à demonstração de carência e pedido de abraço) ouvidos dos interlocutores mais incautos.
puf puf
estou cercado de reacionários (me desculpe a palavra, não queria ser esquerda mas vamos combinar) que não se cansam de falar (sem ler/escutar/conversar nada disso antes). isso tem tantas facetas que chega a dar desgosto ter que dividir a vida com essas pessoas. eu fico imaginando um suposto ciclo de reacionários conversando, uns poucos numa biblioteca herdada por gerações de advogados que não leram aqueles livros (e disso cientes) influenciado por um cara que leu (muito refere-se a ele como vovô) e os deixou lá, a mercê da história e do que ela faria com eles: acabou na mão de crianças afetadas com a determinação com o progresso em detrimento de uma sobrehumana preguiça que lhes permitia pensar de uma maneira dicotômica viciosa e obsessiva: não trabalhar e ganhar dinheiro.
estou cercado por um mundo que acima de tudo vive uma crise de linguagem cujo pior efeito colateral é não saberem a hora de calarem [sic] a boca.
e mais
tocar fogo em porto alegre ou no resto do país
bradar os versos se o temer não cair, porto alegre vai ruir só vai destruir porto alegre, e aqueles caras [temer, cunha, calheiros (!), dirceu, os crentes, os donos de terras infinitas, os petrobrás (e olha, os pt se pá ficam hein, voltamos a isso logo mais)], como qualquer um de nós, vão pegar toda a grana que der e vão cair fora. ou eles vão ficar esperando as bombas dentro do planalto? vc mexe nas leis garante um beneficiozinho e tchauzinho que eue n quero ir pra cadeia*.
assim como se qualquer um de nós tivesse a intenção de fugir da cadeia mudaria inclusive as leis, se esse poder detivesse. eu mudaria umas leis se eu pudesse.
meu, sísifo. o brasil é a pedra que os políticos tem que rolar até o topo da montanha apenas para vê-la despencar: em uma república de proporções continentais, onde mais de 50% da população é negra e ninguém a vê nos setores de intersecção social de classes A-B (geopontos, como bairros comerciais e noturnos), com língua única em toda porção continental (cercado de países que compartilham a língua, mas não dialogam, e muito menos com o brasil): NINGUÉM DEIXA ELES CURTIREM ESSE PRIVILÉGIO QUE DEUS LHES CONCEDEU: UMA VIAGEM COM TUDO PAGO NUM PARQUE TEMÁTICO NO MELHOR ESTILO DISNEYLÂNDIA CHAMADO PLANETA TERRA.
e mesmo n precisando fugir da cadeia, se eu pudesse mudar umas leis eu mudava (vc tb, todo mundo).
de modo que o seguinte: os caras que estão no poder do brasil estão CAGANDO para o brasil,
pra você, pra mim, pra sua terra (a menos que vc tenha mta, que possa gerar mta pra que vc renda mto pra eles fazerem mais grana pra comer em restaurantes mais exóticos e usar panos mais raros e jóias mais brilhantes e conhecer lugares inóspitos enfim LIVE THE REAL THING CALLED BEING ON EARTH FULL TIME.), pro já referido vovô, entusiasta de sinfonias épicas que de alguma forma se percebeu admirado (ver desambig. ) pela orquestração do destino de toda uma população politico-geográfica num quinto de terra dum planeta solitário no meio do tudo-nada que experienciamos com hora pra acabar (sabemos que morremos, só n sabemos quando) em prol do benefício próprio.


um mundo em que até o marilyn manson ficou normal

PS.: desculpa eu sei que passaram 10 anos e eu continuo digitando como um mano mas meu.

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*entitulada a cadeia, poesia de um político brasileiro de terno italiano ($7800, cifragem em dólar), carro americano ($192000), mansão em malibu ($590000)  punta ($190000) cana (@$!$!$!$) ape discreto mas alto em miami ('mas essas residências aí estão muito baratas', me redargue o incauto, 'mansao em malibu n é menos q ~preço exorbitante~', sempre achando que o mundo é uma reviria, incorreto ao esquecer que essas pessoas - os golpistas - são indivíduos como eu e você: que se tivessem trilhões não iam comprar o triplex de malibu, mas sim o bangalô, mobília típica local (e não dinamarquesa) e outros atos que, a luz de trilhões, acabam soando mais econômicas), neto do homem que ajudou a fundar sua distante cidade natal a base de muito suor, algum intelecto (afinal, até um trilhão pode um dia acabar) e uma biblioteca inteira, hoje abandonada à sorte de jovens adultos com espelhos imensos em casas, conscientes de seus corpos, de suas belezas, de seus recursos de afeição e quem sabe um pouco de manutenção do poder.

a cadeia
a cadeia é abjeta









6.5.16

UPDATE MTO IMPORTANTE

chave quebrou
super
uns artigo
uns gato
uns livro
uns frio
umas preguiça
uns golpe
uns teto

27.4.16

uohohooou

blog podia ter áudio
eu n ia usar mto
ou ia

vibe errada é
poder estar deitado numa cama de hospital ouvindo o eco do chão de lajota de banheiro dos sussurros dos parentes entre entes e eventual dano financeiro com dor no estômago baixa pressão dor na coxa com tubo de soro na mão respirando fraco e impotente dor no cu na cara e nos dente dor na pleura na patela esperando pra não morrer e continuar achando tudo uma merda
e ao invés disso estar achando tudo uma merda

porra é apenas um concerto de pequeno porte mesa de 6 canal dois pa um piano elétrico seguido de uma prova de mestrado com 10 livro que n cai nenhum tudo num frio
é só um monte de pó
uma pia cheia de louça
uma mesa cheia de cinza
e uma sensação de mal estar

são 11 e 9

tem aula às 13
depois às 15
depois às 19h30-21-30
depois ensaio do outro lado da cidade às 21h30
depois cama
depois tocar tudo que eu n toquei a semana inteira
depois tocar
depois DEU

PORRA QUAL É O DRAMA NEGÃO


29.3.16

26.3.16

cheguei onde eu queria?

tipo do verbo 'acabou, jéssica'?

ontem quando eu vinha subindo o sexto lance de escada, com 2 (dois) violões, 1 (um) teclado e 1 (uma) estante, mais uma mochila de equipamentos nas costas, sozinho, exaurido de um show que terminou às 4 da manhã, tive uma epifania bem de leve,

eu estou fazendo o que eu sempre quis, do verbo eu sempre quis fazer isso mesmo que tô fazendo.

dizem que na escandinávia há o maior índice de suicídio do mundo - se é verdade não sei (já adianto que não é), mas mto já me me questionei acerca das razões. minha conclusão, sempre inocente na pontualidade informal de minhas conjecturas, é de que as pessoas já nascem completamente inclinadas à realização, o que pode eventualmente levar ao consumo total do espírito, uma euforia seguida de vazio seguido de vontade de morrer. o objetivo que pra nós pode ser um tortuoso caminho de falhas e auto-sacrifício soa, em lugares hiper-desenvolvidos, como o mero desafio de escolher uma bola de sorvete. ser piloto de avião, ser atleta, ser dono dum bar lindo, ter uma loja de produtos incríveis, ser um artista.

também já li por aí, num livro ~teórico~ do G Bataille que ao final do orgasmo vem um desejo inerente de morte, o que sugere uma leitura expandida daquela velha discussão sobre desejar a) estar morto depois do sexo, b) que a outra pessoa não estivesse ali, c) que você não estivesse ali. sempre achei esse papo meio balela, eu particularmente fico mesmo é com d) de dormidinha.

bem, seja vontade de morrer, de sumir ou de dormir, fato é que toda guerra batalhada com afinco e interesse próprio exige descanso - inclusive as não sexuais. ontem, após voltar do Dogstock, festividade em que toquei com outras duas bandas da cidade, deitei imóvel na minha cama, pensando que estaria tudo bem se eu desse uma apagada afinal.

lembro que quando estava na faculdade questionava minha existência diariamente, o volume de texto, o trajeto de ônibus, minha própria casa, as pessoas ao meu redor, qual era o valor daquilo tudo na minha felicidade, que pareciam não estar ajudando em nada. eu tinha café quente diariamente, um cartão de crédito para os gastos com a vida estudantil, uma cama, uma família, estantes de livros e amigos por tudo, e nada daquilo me ajudava a projetar futuro nenhum, somente cansaço mental e infelicidade massiva.

enquanto ao subir 6 lances de escada, cansado, sozinho com 30 kgs de equipamento numa noite chuvosa... eu até conseguia não pensar na minha própria condição, mas em algo mais...

e eu sou francamente daquela linha que diz que felicidade é quando você consegue se distrair de si mesmo - vide videogames incríveis, grandes narrativas, filmes avassaladores, pessoas deslumbrantes, paisagens vicerais, comidas deliciosas...

estou reticente hoje, a cara do blogger, hahaha
passei o dia dentro do meu quarto escuro, meio dormindo, meio não.
não é exatamente o que eu entendo por felicidade, e na verdade é uma postura que até me causa um pouco de aversão (medo).
mas no topo daqueles seis lances, recordo muito bem do meu pensamento: not bad.

not bad.










10.3.16

total blankness of the mind

uhum, a bunch of people's
selforiented achievements
collectively celebrated
taking advantage on other's weaknesses again.
right,
all conected
all online
all fit.
political disagreement in perfect harmony
no measures been taken
police and government
watching the political reality show
which is so democratic
its very own citzens are given protagonism.
pictures of food.
pictures of cats.
2 different parties
agreeing on pets
overwhelming
funny cats
cast over ideology.
collective individuality.
race.
shame.
exacerbated sense of underachievement.
need of coping with.
providing more time on gadgets
than on offline life devices.
its not even my life.
empathy wasted
through the tip of the fingers.
characters of sadness
all empty inside
bites
electric hardware
extension of the self
and also its inexistencion
myself
itself
noself at all
not even my soul or
a percentage of body and blood
its only gadget
a need I didn't have 'til it appeared
not the core of my experience filia
a source of sociofobia
its discourse is  

a mixture of thinking and verborragia
a person who sits and reads and
feels she has to interact
to react
to act out of impetuous impulse
writing out whatever comes to mind
not because she wanted
but because she was triggered
by what's been read and commented
by other needy human fellows
sons of the same
mother,
nostalgia.
its such an easy interpretation,
and yet so failthful and true.
out of there they live opressed
but can't relate it
to the weight of their eyes and steps
the sound off their mouths
the scratching of skin
the sudden laugh
and other joys of sensually being.

people can't react
i can't react
we were blinded and so was text
where some people manage to put their ideas so correctly
and yet they remain
unheard.

unread.

from a discoursive perspective
real life became collage of
all textual possibilities you can imagine
a catalog of chaotic context
where nonsense became unsuspect

are we allowed some philosophy of the times?,
me and my voice
my unread point of view
my motif
my will

let us interprise a facebook discoursive analysis
the interrelation between the newswebsite content
and its comment box
the relationship between the author's position
and the reader's anger
the ignorancy if its offspring
and the real impact on the streets

which is naively unpolitical
and ultimately psychological.

all utopias have been real and going on
and in case you disagree with this view
perhaps out of reason,
perhaps out of an ego blast,
just bearing mind
we are all disagreeing
within their safety boundary
even our debate is programmed
is allowed
is intended to be had

so grab your popcorn
sit and enjoy
take part, exploit
the one and only age
of hiperdiscursivity

9.3.16

socorro

numa vibe gente morta,

*foi os 20 anos dos mamonas assassinas
e do site assustador.com.br
teto preto até botar esse link aqui
muito sopor aeternus por estes dias de luto

*update em 17/3